As formas do conteúdo digital: importante é saber usar
Por: Rodrigo Guedes
Hoje o @andresinkos, nosso publicitário digital aqui da agência, postou no twitter que "cada vez temos mais ferramentas do que conteúdo. #googlebuzz"

O que inspirou a frase foi o "bum" do googlebuzz na semana passada (ainda vou postar sobre isso por aqui) que veio somar mais uma ferramenta a um universo que já está saturado delas. Basta um acesso ao meadiciona.com e veremos como há coisas que até @OCriador desconhece.

O que nos leva a uma primeira constatação: na vida on-line você pode ser três coisas, um gerador de conteúdo, consumidor de conteúdo ou os dois. Um gerador de conteúdo sempre consome informação, mas o contrário nem sempre é igual.

Agora pense: para quem você está criando? Para quem consome, ou quem gera? Ou para os dois? E principalmente: você está usando a ferramenta certa? De que forma?

Houve um tempo em que tudo era site. Hoje a web é um emaranhado tão complexo quanto nosso DNA (ok, exagero) e ouso dizer que não entendemos ainda, plenamente, como criar usando a ferramenta correta.

Isso é legal de se ter em mente porque são outros tempos. As pessoas não mais apenas contemplativas. Então gerar um trabalho digital que é apenas um quadro pendurado na parede, sem permitir interação, é como o produto ruim com uma boa publicidade: a gente experimenta uma vez e não volta mais.

Conheço muito profissional bom de ferramenta e carente de conteúdo. Domine o conteúdo, encha-se dele, dentro e fora da web. Pesquise, converse, crie banco de dados de fácil acesso.

A web é uma extensão da vida real (o que é real?) e é como aquele palestrante que todo mundo já viu: se tem conteúdo e didática, poucos recursos bastam para cativar. Se não sabe nada, nem mesmo a melhor apresentação-animação-feito-em-flash-ou-keynote resolve o problema. Pelo contrário: dá sono. Acha-se até bonitinho, mas parte pra outra que a fila anda.

Simon's Cat é um bom exemplo de interação. O layout é o perfeito casamento com o conteúdo. A atração é a personalidade de cada animação feita ali, então o esforço do web-designer é resaltar esse conteúdo, com um projeto gráfico que não ofusque e ao mesmo tempo agrade aos olhos.

O cara é ilustrador e animador, assim o site entra em concordância com aquilo que ele é e comunica nessa linha. Os produtos off line (livro) cria um vínculo real com aquilo que é virtual. Fez sucesso.



Outro exemplo legal é o que presenciamos na Social Media Brasil #smbr ano passado, com a apresentação do @gfortes (Gustavo Fortes da #Espalhe Marketing de Guerrilha). Ele resaltou que lá na empresa não interessa tanto você saber usar mac, pc, corel draw, adobe ou qualquer ferramenta. Isso é secundário no quesito comunicação. O que interessa é a idéia. E mostrou como a idéia é apresentada por eles. Animação feita com esboços no papel que vendem perfeitamente o que precisa: resultados.



Não estou fazendo guerra contra as ferramentas, veja bem, mas digo que, no quesito inovação, elas são parte do processo, mas não o principal.

Claro que saber usar bem um Photoshop vai fazer TODA diferença no final. Mas não é o principal. O principal é como você irá utilizá-la, para que, para quem e em que contexto.

O que nos leva de volta à questão inicial: mais ferramentas que conteúdo on line. É verdade. Por isso a importância de escolher bem.

Crie novas formas de usar o que existe, valorize o conteúdo, contextualize em função de quem irá acessar e seja alguém de idéias antes de mais nada, para uma vida digital criativa longa e próspera.

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Sinopse:
Escrita, projetada e composta pelo tipógrafo, ensaísta e poeta norte-americano Robert Bringhurst, esta obra reúne e discute em profundidade os conhecimentos que a história da tipografia ocidental transformou em tradição ao longo dos últimos 600 anos, respaldado por uma linguagem deliciosamente acessível, que a tornou uma unanimidade entre os designers gráficos do mundo inteiro. O título é inspirado em conceitos do filósofo Walter Benjamin.

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