Rodrigo Guedes

Diretor de Arte
Foz - PR - Brasil
http://www.trafor.com.br/
Publicitário e diretor de arte de Floripa, morando em Foz, vivendo on e off line.
Antes de comunicar, pense 3x


No post anterior falei sobre a importância do conteúdo na criação digital.

Hoje estava pensando sobre algum método para colocar o profissional no caminho certo quanto à escolha de conteúdo, ferramentas e afins ao criar qualquer projeto de comunicação.
 

Existe uma técnica que aprendi com pessoas bacanas, a qual uso para "controlar", digamos assim, o conteúdo que exponho publicamente, em debates, palestras, aulas ou conversas quaisquer pela vida afora.

É muito simples e acho que se aplica também ao se criar para web ou para qualquer plataforma, física ou digital. Consiste em três passos que são na verdade esquemas mentais, para serem utilizados em qualquer contexto onde se pretenda comunicar alguma coisa.

 

1. Importância.
O que vou falar/expor é pertinente, útil? Vai acrescentar algo ou contribuir realmente?

O conteúdo pertinente aqui pode ser de vários tipos, desde apenas uma observação bem-humorada ou brincalhona que ajude a descontrair até, talvez, uma idéia ou artifício gráfico que inove a apresentação de uma marca ou mensagem. Porém é preciso ter bom senso para não sair falando ou fazendo tudo o que se tem na cabeça, isso é importante: no caso da interação tete-a-tete, você corre o risco de ser incoveniente, passar por bobo, prejudicar o papo ou ainda deixar uma impressão muito errada do seu "verdadeiro eu".
No caso de uma peça criativa, quanto mais recursos ou informações você usar, mais difícil será lidar com elas.

Pensar nisso sempre, garante o futuro de muita gente. Como dizia meu pai: se não há nada de útil no que você vai dizer, não diga nada.

 

2. Objetivo.
Se é pertinente, é pertinente para quem? Só pra você, para os outros ou para todos?
Em um debate, aula, palestra ou conversa, temos aí um elemento comum a qualquer ser-humano: a capacidade de estabelecer um diálogo, um estado de comunicação entre duas ou bem mais pessoas.
E esse tipo de interação só é produtivo quando todos saem ganhando. Quando acrescenta a todos. Isso é fato. Desde saber negociar até o Google, a arte de saber ouvir o público ou o interlocutor, saber ceder ou dizer não na hora certa e pensar no ganha-ganha é o que faz a mágica acontecer.
A própria essência da "web 2.0" (ou seja lá em que versão ela esteja) é essa: interação.
Então da próxima vez que estiver fazendo um layout só para satisfazer seu gosto ou falando demais de si mesmo, pense duas vezes e pense no outro.

3. Contexto.
Se é importante, pertinente e vai ser bom pra alguém, é o momento certo para agir? O contexto para fazer acontecer?

Agora notem: sempre a importância e o objetivo deve ser pertinente ao contexto. Ou seja, se o contexto for uma mesa de bar, o conteúdo é diferente de uma reunião de briefing. Adequar o conteúdo ao contexto é algo simples que muita gente não lembra. É por isso que muitas idéias legais na essência são mal desenvolvidas na expressão.
Um elogio na hora e da forma errada pode ser destruidor. Acreditem, eu já fiz isso. Um dia eu conto. Apresentar uma boa idéia na hora errada também.

No caso de site, blog, anúncio ou qualquer outro projeto, a premissa é a mesma. Essa marca, produto, mensagem é para qual contexto? E que tipo de conteúdo é aceitável a partir daí? Devo usar de humor ou drama? Ser formal ou informal? A ferramenta que estou usando é a ideal para essa mensagem?
Assim como esse post: uma idéia em um contexto o qual espero que seja importante e pertinente pra você ;)

A próxima ordem lógica seria o como fazer a coisa acontecer. Mas aí vai da criatividade e inovação de cada um.

RG
 


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As formas do conteúdo digital: importante é saber usar
Hoje o @andresinkos, nosso publicitário digital aqui da agência, postou no twitter que "cada vez temos mais ferramentas do que conteúdo. #googlebuzz"

O que inspirou a frase foi o "bum" do googlebuzz na semana passada (ainda vou postar sobre isso por aqui) que veio somar mais uma ferramenta a um universo que já está saturado delas. Basta um acesso ao meadiciona.com e veremos como há coisas que até @OCriador desconhece.

O que nos leva a uma primeira constatação: na vida on-line você pode ser três coisas, um gerador de conteúdo, consumidor de conteúdo ou os dois. Um gerador de conteúdo sempre consome informação, mas o contrário nem sempre é igual.

Agora pense: para quem você está criando? Para quem consome, ou quem gera? Ou para os dois? E principalmente: você está usando a ferramenta certa? De que forma?

Houve um tempo em que tudo era site. Hoje a web é um emaranhado tão complexo quanto nosso DNA (ok, exagero) e ouso dizer que não entendemos ainda, plenamente, como criar usando a ferramenta correta.

Isso é legal de se ter em mente porque são outros tempos. As pessoas não mais apenas contemplativas. Então gerar um trabalho digital que é apenas um quadro pendurado na parede, sem permitir interação, é como o produto ruim com uma boa publicidade: a gente experimenta uma vez e não volta mais.

Conheço muito profissional bom de ferramenta e carente de conteúdo. Domine o conteúdo, encha-se dele, dentro e fora da web. Pesquise, converse, crie banco de dados de fácil acesso.

A web é uma extensão da vida real (o que é real?) e é como aquele palestrante que todo mundo já viu: se tem conteúdo e didática, poucos recursos bastam para cativar. Se não sabe nada, nem mesmo a melhor apresentação-animação-feito-em-flash-ou-keynote resolve o problema. Pelo contrário: dá sono. Acha-se até bonitinho, mas parte pra outra que a fila anda.

Simon's Cat é um bom exemplo de interação. O layout é o perfeito casamento com o conteúdo. A atração é a personalidade de cada animação feita ali, então o esforço do web-designer é resaltar esse conteúdo, com um projeto gráfico que não ofusque e ao mesmo tempo agrade aos olhos.

O cara é ilustrador e animador, assim o site entra em concordância com aquilo que ele é e comunica nessa linha. Os produtos off line (livro) cria um vínculo real com aquilo que é virtual. Fez sucesso.



Outro exemplo legal é o que presenciamos na Social Media Brasil #smbr ano passado, com a apresentação do @gfortes (Gustavo Fortes da #Espalhe Marketing de Guerrilha). Ele resaltou que lá na empresa não interessa tanto você saber usar mac, pc, corel draw, adobe ou qualquer ferramenta. Isso é secundário no quesito comunicação. O que interessa é a idéia. E mostrou como a idéia é apresentada por eles. Animação feita com esboços no papel que vendem perfeitamente o que precisa: resultados.



Não estou fazendo guerra contra as ferramentas, veja bem, mas digo que, no quesito inovação, elas são parte do processo, mas não o principal.

Claro que saber usar bem um Photoshop vai fazer TODA diferença no final. Mas não é o principal. O principal é como você irá utilizá-la, para que, para quem e em que contexto.

O que nos leva de volta à questão inicial: mais ferramentas que conteúdo on line. É verdade. Por isso a importância de escolher bem.

Crie novas formas de usar o que existe, valorize o conteúdo, contextualize em função de quem irá acessar e seja alguém de idéias antes de mais nada, para uma vida digital criativa longa e próspera.

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Conteúdo visível aos olhos
Pra quem não conhece, fica aí a dica de referências criativas no brandnu.co.uk
Estava em um daqueles dias de fazer a limpa nos favoritos, entrando site por site, jogando fora e selecionando e cheguei no brandnu. E rolou o insight.




Achar referência nesse mundo de #, twitter, blogs e google nunca foi tão fácil, tão fácil que tinha esquecido como era difícil antes da internet. Imagina ficar folheando imagem de referência nos livros de image bank antigões, desses que a gente ainda acha nos sebos.

Naquela época (anos 90) você achava a imagem de referência, escaneava e montava o layout. O cliente aprovava e você contratava o fotógrafo para fazer igual ou muito parecido (o que saía bem mais barato que comprar a imagem).

Estava vendo a série Mad Men essa semana e percebi que, no tempo em que montar visualmente uma boa idéia era muito, muito difícil, os redatores dominavam as agências de publicidade pois dominavam o conceito por trás das peças. Diretores de arte eram menos valorizados, pois sua função era "apenas" ficarem enfurnados em estúdios escondidos, dando forma a idéias mirabolantes na munheca.

Depois veio a letra 7, fotografia colorida, Mac, Photoshop, criação digital e tudo isso ficou bem esquecido, lá atrás. Mas o que não morreu foi a razão de ser de qualquer criativo, seja redator, designer ou diretor de arte: encontrar uma forma para um benefício, com a idéia criativa.

Mudam as plataformas mas sem o conceito criativo vendável por trás a coisa fica só na arte pela arte. Como alguns quadros, que a gente contempla e depois esquece, pois o conteúdo é invisível aos olhos.

Daí eu chego em sites como esse do brandnu ou do bookcovers aí embaixo e me inspiro novamente, percebendo que as ferramentas evoluem e com elas as possibilidades. Vida longa à criação on line.




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Tudo é um Evento
Estou, nesse exato instante, assistindo uma palestra no curso Metacompetências em Marketing e Vendas, iniciativa de várias empresas em Foz.

Ainda pouco ouvi o palestrante falar sobre Gestão em Eventos e me toquei de como pode ser chato uma palestra sobre um assunto que é tão legal de estudar. Eventos, Vendas, Marketing. É todo dia isso on line. Mídias sociais são eventos byte a byte, segundo a segundo, twittada a twittada.

Mas aí os caras aparecem e fazem o assunto ficar chato. Falta mostrar design. Dar forma a um conteúdo interessante. Adaptar ao público que está assistindo. O conteúdo foi excelente. Eu me interesso, eu aprendi muito. Mas tem gente que precisa de algo mais para ser cativado.

E fico pensando em quantos sites, blogs e social medias por aí perdem a oportunidade de prender de cara o leitor por não apresentar bem o conteúdo. E percebo mais uma vez a importância da boa criação para web.

Hoje os eventos off line começam antes on line e continuam depois on line. Palavras do palestrante. Isso é MUITO recente. Um mercado enorme para quem quiser se especializar em sites de eventos por exemplo.

Outra: Eventos sem conteúdo é festa. Sites sem conteúdo é pintura. Uma hora você cansa de olhar. Ou então fica só aí, no olhar. A web hoje é um evento constante. Como todo evento a base é a interação. Mas sem objetivo claro cai no esquecimento.

É fácil de notar isso nas mídias sociais de sucesso. A mais recente delas começou com um objetivo claro, responder a pergunta "What are you doing?". Se não é claro a gente entra, olha, bonito e tal, vai embora e não volta mais. Já com o foco vira interação, que leva à troca de conteúdo, um organismo se forma e evolui e as perguntas se tornam outras.

Então daqui pra frente ao pensar em criar qualquer coisa vou pensar nisso: qual a pergunta por trás? Qual o objetivo? Design é diferente de arte pura por isso, tem objetivo.

E como disse o palestrante Ricardo Ferreira, conhecimento coletivo é sempre mais eficaz que o individual. E não se pode ignorar o Senso Tribal: todos querem fazer parte de um grupo.

A base da criação para web também passa por aí.

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Porque os chapéus sairam de moda e o que isso tem a ver com geração Y e criação na web
Reza a lenda que os chapéus, objetos de orgulho e desejo entre todos até a década de 60 por aí, saíram de moda por ignorarem uma regra básica de mercado: considerar as gerações.

Elas mudam, evoluem a forma como pensamos, elas tem uma marca própria em cada época, essas tais de gerações. Um código, quase binário, de como as coisas devem se apresentar.

As tais indústrias dos chapéus não souberam se reinventar para falar a linguagem adequada. Perderam o sinal, caiu a rede, pelo menos na maior parte do mundo. E não usamos mais chapéus, como nossos avós.

Fala-se muito de geração Y e de todo o impacto na forma como nos relacionamos e comunicamos por conta disso. Criar para web ou qualquer outra mídia hoje é diferente de dois anos atrás, de cinco anos, de dez anos. Os signos mudaram. E continuam mudando, a uma velocidade absurda. 

Sair criando da sua cabeça é legal, idéias criativas são bacanas. Mas devem entender a linguagem de quem vai ler. Ter um foco, determinar uma ação e reações.

Desde o Html mais tosco do início da década de 90, passando pela revolução iniciada com o livro "criando sites arrasadores na web" até o uso de flash (pesado pacas), css e hoje a cara "blogueira", interativa e clean dos sites, muita coisa aconteceu.

Web 2.0 surgiu justamente dessa evolução. É só dar uma passeio na evolução dos sites da Microsoft, por exemplo, e a gente entende que, como todo meio de comunicação, os sites acompanham seu público. Sempre.

Basta dar uma olhada no portfolio aqui do CCW e ver como evoluíram as mentes criativas. Sim, porque as ferramentas só evoluem na necessidade que delas temos.

Confira a evolução de vários websites nesse link.






















































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Esperando pra Ler

Essa semana pensei na possibilidade de adquirir o Kindle 2, da Amazon. Já utilizo no iPhone o Stanza e o ereader para leitura de livros. Mas quando vi as possibilidades que leitores digitais trazem, uma série de neossinapses borbulharam na cabeça.

Primeiro pela possibilidade não apenas de ler mas de marcar, copiar, pesquisar o livro, abrindo um leque de possibilidades para pesquisadores e leitores que buscam no texto não apenas entretenimento mas também incremento de conhecimento.

Levar toda a sua biblioteca pessoal pra viajar, trabalhar e passear também é um grande atrativo.

Chega de queimar a cabeça pra escolher que livro você vai ler nas viagens, ou nas férias. Leva todos eles dentro da mochila de uma vez só e pronto. Agora já dá pra ler isso aí na cama, no sofá e na cadeira de praia.

Vai virar certamente uma plataforma para criativos digitais. Ainda não vislumbro o que isso vai fazer, mas a interface desses livros digitais são mais um universo para os criativos e programadores da área. Sabe-se lá aonde vai chegar, mas já imagino livros infantis, com som e figuras, capas virtuais e todo um universo novo interativo a ser explorado.

Fora os quadrinhos. Imagine toda sua coleção ali acessível e com recursos que nenhum papel pode trazer. A HQ Patre Primordium já é a pioneira no Brasil a utilizar uma interface digital como base para criação de um app – no caso o iPhone, que permite a leitura com dublagem dos quadrinhos. Certamente os livros digitais como o Kindle irão evoluir pra essa praia.

Agora imagine só. Em tempos em que a Sustentabilidade e consciência Ambiental/Ecológica se tornaram um valor imprescindível para pessoas e empresas, sabe-se lá se vai chegar um momento em que livros impressos serão antiéticos e encontrados apenas nas bibliotecas. Um cenário pensável.

Considerando a tendência das novas gerações de ficar na superficialidade dos conteúdos digitais mais populares, livros digitais são uma alternativa lógica para aprofundar conhecimentos (em que não se leia algo durante apenas dois minutos). Imagine o que os meios acadêmicos poderão fazer.

Daí Editoras, jornais e revistas terão que se reinventar. Tá bom, pode ser uma grande viagem na maionese, mas olho pra fenômenos como as redes sociais on-line e nenhuma idéia fica tão absurda assim.

Quando inventarem um óculos que diminua o efeito da radiação da tela digital nos olhos, ou inventem uma forma de diminuir essa agressão (ou nossos olhos mutarem para algo mais avançado), teremos talvez aí todo um novo cenário onde livros como conhecemos hoje não terão mais o mesmo papel :).

Isso ou os livros digitais irão cair no esquecimento, como toda inovação que não pega. Mas, sei lá, vamos esperar pra ver. Ou ler.

Alguns links interessantes:

http://www.lendo.org/a-leitura-no-mundo-digital/
http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/afurtado/index.htm
http://www.geocities.com/amaurycarvalho/livdig.html


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