Flavio Vidigal

Diretor de Criação
Curitiba - Paraná - Brasil
www.flaviovidigal.com
Creative Director with over 12 years of experience working with international brands, taking the consumer closer through creative strategies. Always telling transmedia stories and engaging consumers across multiple platforms through the narratives of brands. My line of work tries to anticipate the next steps of the brand, working within the core of marketing, trying to understand the needs, strategies and positioning. Some brands that I helped designing their immersion in the context of modern advertising are: HSBC Global Bank, Axe, Rexona, Subway, Knorr, Elma Chips, Nissan, Renault, Universal Music, Bacardi.
Por que Iphone?

Produtos de nicho com alto valor agregado tornam-se best-sellers do dia para noite com uma boa estratégia de marketing.

Ao traçarmos a linha do tempo em que empresas como Apple conquistaram sua supremacia através de targets bem definidos, e eram conhecidas como vanguarda em determinada porção do mercado, ganham por meio de consumidores qualificados (aqueles que procuram exatamente aquele produto) uma evidência em massa, angariando pouco a pouco seu público fiel e tem como veículo a própria força da palavra de quem forma a opinião de terceiros, viabilizando assim a inserção do produto/serviço no topo das vendas.

Essa imersão é feita em longo prazo esperando que o público inicial faça o trabalho da mídia de massa, formatando então um fenômeno de negócios conhecido como cauda longa. A Apple, por exemplo, foi muito difundida por profissionais da área de comunicação, design e tecnologia. O awarennes da marca ( status da marca) foi construído através da referência que se criou em cima de seus produtos, e não por campanhas lúdicas plantando o sonho na cabeça das pessoas. Mas, então, por que o Iphone?

Bom, quem pensa que o sonho não foi plantado engana-se plenamente, a pergunta é: Onde o sonho foi plantado? E como esse sonho se disseminou? Em analogia podemos ver que se plantarmos em terras onde existem agentes de polinização natural as sementes podem ser carregadas e disseminadas por toda a região. O mesmo acontece com produtos de nicho se forem traçadas estratégias para tal fim.

Então a Apple plantou sua semente na terra certa. Se isso foi proposital ou um fenômeno não sabemos ao certo. Acredita-se que inicialmente não se esperava tal resultado, o que se tinham bem definidas eram estratégias para conquistar mercado, o fenômeno seguinte foi conseqüência destas atitudes. É claro que com o aprendizado a empresa utilizou esse artifício para si e o tomou como padrão para lançamento de futuros produtos.

Enxerga-se o mercado como uma maçã, e então se dá apenas uma considerável mordida nela. Lançando o Ipod, e futuramente o Iphone, que se consagraram em tempo recorde, e atingem métricas de resultados fabulosas.

Recentemente comprei um Iphone. Na agência onde trabalho pouco se falava nisso até que um belo dia nosso diretor de planejamento enviou-nos um link sobre o produto. E como uma boa agencia de comunicação todos já conheciam a Apple e suas maquininhas fabulosas. Assim formaram-se blocos onde as pessoas almejavam de tal forma o produto, e até quem não era do meio e não havia ouvido nem falar na Apple apareceu com os novos aparelhos. Surto consumista? Não, formação de opinião. Pessoas que exercem influência e são referências no meio em que estão, incentivam as outras a obterem o objeto dos sonhos.

Ninguém está falando em ser “maria-vai-com-as-outras”, mas sim da possibilidade de alavancar vendas de um produto/serviço através de agentes chaves que entregam o valor da marca ao seu network. Fazendo com que as empresas sejam conhecidas sem um investimento grandioso em mídia tradicional.

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