Como podemos aplicar isso em criação digital?
Será possível romper paradigmas que a muito se tem como verdade absoluta no ramo da produção em série? Como atuar em meio ao caos onde a ordem é interrompida a qualquer momento para decisões que podem afetar o resultado final de atitudes produtivas?
Durante a revolução industrial, onde a produção com base em processos mecânicos, a qual Chaplin já questionava em seus filmes, o pragmatismo tomava conta das atividades industriais e o futuro das grandes linhas produtivas estava fadado à repetição e ao sequencialismo de processos.
Via-se modelos pragmáticos de começo meio e fim que durante anos reinaram nas indústrias e ainda hoje são referência nas empresas.
O modelo de Henry Ford foi questionado pelos Asiáticos na década de setenta onde as empresas submetiam seus processos etapas periódicas que revisavam a produção, procurando novos formatos, adaptações e melhorias já impostas naquele momento.
E hoje? Como poderíamos adotar tal processo em nossos cotidianos? Existe um modelo fechado para a produção criativa, por exemplo?
O mundo esta cheio de referências para adotarmos novas maneiras de enxergar os meios, os próprios veículos já adotam certas “fórmulas” que envolvem tanto os modelos antigos de produção, quanto formatos atuais de interrupção metodológica, visando sempre prever possíveis barreiras, rediscutindo cada decisão, buscando sempre o melhor resultado.
Buscar a idéia independe de metodologias pragmáticas, ser criativo não é ser repetitivo, quem erra primeiro, acerta primeiro e esta sempre na vanguarda, não tenha medo de errar, busque sempre o inovador.
Fim da parte I,
aguarde continuação.
Flavio Vidigal
Diretor de Criação Digital