Amazon lança novo leitor eletrônico com tela de 9.7"

(foto: engadget.com)
Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, apresentou nesta quarta-feira em Nova York, a versão ampliada do Kindle, seu leitor digital. O aparelho, acrescido da sigla DX, possui tela monocromática, 3.3 GB de armazenamento suficientes para cerca de 3.500 livros, periódicos e documentos, e acesso gratuito sem fio via 3G através da rede da operadora americana Sprint.
O Kindle DX está disponível para pré-venda por US$489 nos EUA, ainda mais salgado que seu irmão mais novo, o Kindle 2, que tem tela de 6" e custa US$359. O novo aparelho traz como novidade além do maior espaço útil, um acelerômetro - que detecta a rotação do aparelho e ajusta o conteúdo sendo exibido -, e suporte nativo para documentos do tipo PDF.
Os jornais norte americanos The Boston Globe, The New York Times e The Washington Post estão todos planejando oferecer assinaturas de longo termo nas edições para o Kindle com descontos nos preços. A revista eletrônica Wired desta semana, questiona em seu
artigo se o novo formato será capaz de tirar o combalido negócio dos jornais impressos da curva decrescente de faturamento em que se encontra.
Além dos questionamentos sobre o conteúdo, o novo aparelho deverá enfrentar forte concorrência de lançamentos previstos ainda para este ano. A Apple, apesar de não confirmar, tem sido alvo de
rumores sobre sua entrada no segmento que sequer tem um nome, algo entre os chamados smartphones e os netbooks. Seja um Macbook Touch ou um iPhone tamanho família, a maior curiosidade que fica sobre o possível aparelho é o preço. O notebook mais barato comercializado pela Apple hoje nos EUA custa cerca de US$1000, enquanto o IPod mais barato a usar a tecnologia de multitouch sai por US$ 229.
As operadoras de telefonia possivelmente oferecerão subsídios para este tipo de aparelhos, como já acontece com o iPhone da Apple e alguns modelos de netbooks com 3G embutido que são vendidos ao lado de aparelhos de celular. O interesse obviamente é no tráfego extra de dados que o uso dos gadgets impulsiona, inclusive em horários ociosos do sistema de telefonia que podem ser usados para entregar a última edição quentinha do seu jornal de preferido.
Outras empresas como Sony, Panasonic, Fujitsu e Philips, entre outras menos conhecidas, também estão prestes a lançar suas versões de E-Readers. Apesar das diferentes abordagens quanto à tecnologia, o formato vencedor provavelmente será aquele que inventar o melhor modelo de negócios para o produto e para o conteúdo.
A aposta da Plastic Logic, com um botão e tela touchscreen. (foto:
plasticlogic.com)