
No post anterior falei sobre a importância do conteúdo na criação digital.
Hoje estava pensando sobre algum método para colocar o profissional no caminho certo quanto à escolha de conteúdo, ferramentas e afins ao criar qualquer projeto de comunicação.
Existe uma técnica que aprendi com pessoas bacanas, a qual uso para "controlar", digamos assim, o conteúdo que exponho publicamente, em debates, palestras, aulas ou conversas quaisquer pela vida afora.
É muito simples e acho que se aplica também ao se criar para web ou para qualquer plataforma, física ou digital. Consiste em três passos que são na verdade esquemas mentais, para serem utilizados em qualquer contexto onde se pretenda comunicar alguma coisa.
1. Importância.
O que vou falar/expor é pertinente, útil? Vai acrescentar algo ou contribuir realmente?
O conteúdo pertinente aqui pode ser de vários tipos, desde apenas uma observação bem-humorada ou brincalhona que ajude a descontrair até, talvez, uma idéia ou artifício gráfico que inove a apresentação de uma marca ou mensagem. Porém é preciso ter bom senso para não sair falando ou fazendo tudo o que se tem na cabeça, isso é importante: no caso da interação tete-a-tete, você corre o risco de ser incoveniente, passar por bobo, prejudicar o papo ou ainda deixar uma impressão muito errada do seu "verdadeiro eu".
No caso de uma peça criativa, quanto mais recursos ou informações você usar, mais difícil será lidar com elas.
Pensar nisso sempre, garante o futuro de muita gente. Como dizia meu pai: se não há nada de útil no que você vai dizer, não diga nada.
2. Objetivo.
Se é pertinente, é pertinente para quem? Só pra você, para os outros ou para todos?
Em um debate, aula, palestra ou conversa, temos aí um elemento comum a qualquer ser-humano: a capacidade de estabelecer um diálogo, um estado de comunicação entre duas ou bem mais pessoas.
E esse tipo de interação só é produtivo quando todos saem ganhando. Quando acrescenta a todos. Isso é fato. Desde saber negociar até o Google, a arte de saber ouvir o público ou o interlocutor, saber ceder ou dizer não na hora certa e pensar no ganha-ganha é o que faz a mágica acontecer.
A própria essência da "web 2.0" (ou seja lá em que versão ela esteja) é essa: interação.
Então da próxima vez que estiver fazendo um layout só para satisfazer seu gosto ou falando demais de si mesmo, pense duas vezes e pense no outro.
3. Contexto.
Se é importante, pertinente e vai ser bom pra alguém, é o momento certo para agir? O contexto para fazer acontecer?
Agora notem: sempre a importância e o objetivo deve ser pertinente ao contexto. Ou seja, se o contexto for uma mesa de bar, o conteúdo é diferente de uma reunião de briefing. Adequar o conteúdo ao contexto é algo simples que muita gente não lembra. É por isso que muitas idéias legais na essência são mal desenvolvidas na expressão.
Um elogio na hora e da forma errada pode ser destruidor. Acreditem, eu já fiz isso. Um dia eu conto. Apresentar uma boa idéia na hora errada também.
No caso de site, blog, anúncio ou qualquer outro projeto, a premissa é a mesma. Essa marca, produto, mensagem é para qual contexto? E que tipo de conteúdo é aceitável a partir daí? Devo usar de humor ou drama? Ser formal ou informal? A ferramenta que estou usando é a ideal para essa mensagem?
Assim como esse post: uma idéia em um contexto o qual espero que seja importante e pertinente pra você ;)
A próxima ordem lógica seria o como fazer a coisa acontecer. Mas aí vai da criatividade e inovação de cada um.
RG


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Primeiro pela possibilidade não apenas de ler mas de marcar, copiar, pesquisar o livro, abrindo um leque de possibilidades para pesquisadores e leitores que buscam no texto não apenas entretenimento mas também incremento de conhecimento.
Levar toda a sua biblioteca pessoal pra viajar, trabalhar e passear também é um grande atrativo.
Chega de queimar a cabeça pra escolher que livro você vai ler nas viagens, ou nas férias. Leva todos eles dentro da mochila de uma vez só e pronto. Agora já dá pra ler isso aí na cama, no sofá e na cadeira de praia.
Vai virar certamente uma plataforma para criativos digitais. Ainda não vislumbro o que isso vai fazer, mas a interface desses livros digitais são mais um universo para os criativos e programadores da área. Sabe-se lá aonde vai chegar, mas já imagino livros infantis, com som e figuras, capas virtuais e todo um universo novo interativo a ser explorado.
Fora os quadrinhos. Imagine toda sua coleção ali acessível e com recursos que nenhum papel pode trazer. A HQ Patre Primordium já é a pioneira no Brasil a utilizar uma interface digital como base para criação de um app – no caso o iPhone, que permite a leitura com dublagem dos quadrinhos. Certamente os livros digitais como o Kindle irão evoluir pra essa praia.
Agora imagine só. Em tempos em que a Sustentabilidade e consciência Ambiental/Ecológica se tornaram um valor imprescindível para pessoas e empresas, sabe-se lá se vai chegar um momento em que livros impressos serão antiéticos e encontrados apenas nas bibliotecas. Um cenário pensável.
Considerando a tendência das novas gerações de ficar na superficialidade dos conteúdos digitais mais populares, livros digitais são uma alternativa lógica para aprofundar conhecimentos (em que não se leia algo durante apenas dois minutos). Imagine o que os meios acadêmicos poderão fazer.
Daí Editoras, jornais e revistas terão que se reinventar. Tá bom, pode ser uma grande viagem na maionese, mas olho pra fenômenos como as redes sociais on-line e nenhuma idéia fica tão absurda assim.
Quando inventarem um óculos que diminua o efeito da radiação da tela digital nos olhos, ou inventem uma forma de diminuir essa agressão (ou nossos olhos mutarem para algo mais avançado), teremos talvez aí todo um novo cenário onde livros como conhecemos hoje não terão mais o mesmo papel :).
Isso ou os livros digitais irão cair no esquecimento, como toda inovação que não pega. Mas, sei lá, vamos esperar pra ver. Ou ler.
Alguns links interessantes:
http://www.lendo.org/a-leitura-no-mundo-digital/
http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/afurtado/index.htm
http://www.geocities.com/amaurycarvalho/livdig.html