Comentário de
DiegoOlá, bom artigo Rodrigo, porém tenho alguns argumentos, pouparei você dos elogios as ótimas conclusões, se algo estiver fora do alvo das criticas é por que encontram-se em pontos que concordamos.
Me intriga um pouco após "tanta leitura" e absorção de informação, ainda que defenda-se instigar o cérebro criativo a absorver tudo e toda informação, pra que ela sempre esteja lá quando você precisa e como você disse, fique cozinhando. Eu não posso afirmar nada com toda certeza, mas, entretanto, posso perceber que recentemente no campo da ciência neurológica e não do design, o menos realmente é mais.
Vale um aprofundamento nas leituras que dizem respeito as memórias, bem especifico pra que a mente possa guardar e não vá para carga de informação excessiva.
Uma das ultimas edições da Superinteressante fala superficialmente a respeito disso. O que quero dizer com isso, é que discordo com a forma colocada sobre absorção de conhecimento, me parece excessivo e observando o comportamento de uma % dos criativos que saem da Universidade, me parece que a internet é o único meio de consumo de informação (e isso não é uma crítica, somente um observação). Em resumo, apontando meu ponto de vista que seria acreditar numa postura de busca por informação, de maior qualidade e em menor escala.
Sobre as questões do especialismo e generalismo, não discordo de você, porém fiquei confuso no que se diz respeito ao que realmente busquei na leitura a partir do título e o tema do texto (Como criar um criativo), o que eu encontro naquele trecho é o incentivo a um tecnicismo no que se diz respeito a criatividade da qual barreiras são bem complexas de serem colocadas com tanta certeza, como você cita ali. "-mas se especialize em algo.", felizmente é mais um ponto em que discordamos, não acho que a solução para um criativo seja o foco, e defendo isso por já ter buscado ser um profissional especialista e hoje buscar no generalismo, das artes clássicas à digital, sem foco especifico e empiricamente posso lhe afirmar que tem sido criativamente muito mais proveitoso, novamente pontuando, não acredito que realmente interfira no processo você ser tecnicamente especifico ou generalista, mas não posso deixar de concordar que ser especifico o aproxima MUITO mais da excelência técnica.
Falei que não levantaria pontos que concordássemos, mas esse ponto é fundamental, pra futuros/passados/presentes profissionais de nossa área, Valorizem a si mesmo, o tempo que dedicamos ao estudo e absorção do conhecimento tem que ter retorno financeiro válido, (afinal não é só o ego que precisa de alimentar) Sempre defendo essa bandeira em todo lugar que vou, criativo não precisa só de elogio e prêmio, precisa de salário decente, carga horária humana pro nosso século, incentivo a ter uma vida fora do trabalho, noites bem dormidas e vida social fora de agência, isso sim ajuda na criatividade, finalizando fica um link : http://netdiver.net/x_editorials/respectyourself.php
E por ultimo, mas não ausente "publicidade é a verdade bem contada". - minha proposta : "publicidade é a mentira bem vestida". (mas isso é só uma piada de um cara azedo)
Abraços Rodrigo,
and keep writing,
Comentário de
Rodrigo GuedesFala Diego,
Cara, achei excelentes os contrapontos. Muito bem embasados e aprofundados.
E me fez pensar (mesmo) sobre o que escrevi.
Sobre a questão do "ficar cozinhando informação excessiva", eu concordo plenamente com você. O que quis dizer (e realmente não me embasei cientificamente em nada, apenas na esperiência mesmo) é que as vezes, após leitura, conversa, filme ou qualquer outra forma de aquisição de informação (excessiva ou não), a idéia criativa não vem de imediato. E percebo que mudando o foco, relaxando mesmo, dá-se "tempo" para que novas associações possam surgir daí. Mais ou menos assim: você passa lá um dia inteiro tentando aprender os acordes daquela música no violão, quebra a cabeça (e os dedos) e no final ainda não está com a maestria que queria. Larga o violão, vai fazer outra coisa, e no outro dia, quando pega pra tocar está tudo muito mais fácil e fluido. Quase como se algo em nossa cognição precisasse processar o conteúdo apreendido antes de partir pra ação.
Agora você tem razão: a mente criativa precisa de mais qualidade em menor escala. Ainda mais nesse "garimpo" de informação que é a web hoje. Não é sair lendo tudo que tem por aí. Saber selecionar é essencial.
Sobre a questão especialismo x generalismo, minha intenção era justamente valorizar o contrário: técnicos em programas de design, em temas e afins encontra-se a rodo por aí. Não é tão difícil aprender a mexer em um photoshop, indesign ou ilustrator da vida. Mas a FORMA como você usa essas ferramentas, pra mim, é que vai diferenciar um bom criativo de um excelente criativo.
Na verdade ele não precisa nem mesmo usar de forma excelente essa ferramenta se for realmente criativo. Pode contratar alguém para fazer isso pra ele. Pra mim, a idéia original é maior que a ferramenta, mas a ferramenta é essencial na concretização da idéia.
Por isso falei do especialismo: ser referência em determinada área. O pincel na minha mão e na mão do Da Vinci traz resultados bem diferentes (o Da Vinci ganha, é claro :). Na hora de contratar um criativo (mesmo), você não contrata porque ele sabe mexer no corel draw, mas porque ele é genial em criar, em uma área específica. O melhor (que puder chamar) naquela área - design gráfico, ou de produtos, ou viral, ou seja lá o que for. Ele sabe sobre tudo, generaliza, mas na prática ele se destaca em algo. É mais ou menos por aí que eu quis andar. O Foco é aonde ele quer chegar.
Agora, hoje quanto mais polivalente o cara for em criação melhor, concordo com você nisso. Mas se o cara não sabe focar - no sentido de "agora o que eu tenho que fazer é um anúncio, agora um banner, agora um viral, agora uma campanha inteira" ele dispersa pra tudo que é lado. Não é no sentido de engessar a criatividade, mas de direcioná-la para concretizar algo, naquele momento.
E sobre a publicidade, eu concordo cara, as vezes douro a pílula da publicidade e tudo mais, mas no fundo no fundo queria que essa profissão fosse mais do que é. Que criar fosse além da web, do anúncio, além da "mentira bem-vestida" ou "verdade bem-contatada". Por isso as vezes me dá vontade de ir por outros caminhos. Então vejo alguns indícios de muita mudança, novas mídias, novos tempos, e me agarro mais um pouco.
E por último, man, great site (#netdiver.net). Está dentro de tudo que eu penso a respeito da valorização e enfoque da profissão. Valeu.
Abração!
" (...) Respect yourself, your ideas and build a solid portfolio.
(...) make sure to cut it fair for yourself.
(...) And although it may be hard, if everything does not go according to plan, take your part of responsibility and move on.
(...) A career is a learning process, not a final destination."
Comentário de
Cristiano BarrosParabéns, gostei muito, bastante criativo.
abraços.