Rodrigo Guedes

Diretor de Arte
Foz - PR - Brasil
http://www.trafor.com.br/
Publicitário e diretor de arte de Floripa, morando em Foz, vivendo on e off line.
Era uma vez, em um link muito, muito clicado...
Se eu falar "maçã envenenada", qual história você lembra? Histórias criam ícones. Maçã envenenada é Branca de Neve; sete anões; espelho mágico; conto de fadas; o estrago que a inveja faz e mais uma gama enorme de conceitos associados a um único signo.

Isso gera conteúdo pacas para criação, em qualquer meio. Essa campanha da AlmapBBDO para o Boticário é um exemplo clássico.





Histórias assim atravessaram séculos. Ficam no imaginário popular, ajudam a transmitir costumes, idéias, conceitos. Transmitem muito dos valores daquele povo, sociedade. Algumas são eternas e eternamente reinventadas (e contadas).

Estava pensando nisso essa semana, sobre o quanto as histórias tem a ver com a publicidade e a criação, quando abri o artigo do Azghi Lemos, na Meio & Mensagem com o título "Ensinando marcas a contar histórias". Excelente artigo, síntese do que eu tinha pensado.

A web está aí, firme forte e com as velas ao vento. Todo cara esperto já sacou que estamos em outro paradigma de comunicação.

A arte de contar histórias é que fez (e faz) peças publicitárias serem inesquecíveis. Entram no imaginário popular, viram parte da cultura, marcam época.

Por isso o grande trunfo da web também é um dos seus maiores problemas: conteúdos gerados perdem importância depois de poucos cliques, duram semanas. Em um meio onde tudo beira ao efêmero, isso é um desafio e tanto.

A The Alchemists, empresa criada por Maurício Mota e Mark Warshaw, nesse artigo que eu comentei ali em cima, estão focadas nesse negócio: transformar marcas em contadoras de histórias, aproveitando o novo mundo da transmídia para perpetuar.

Os caras não falaram nada de novo: comunicação integrada, viral, guerrilha, tudo isso já é usado. Mas se especializar em contar histórias para agregar valor às marcas é inovador. Digo, a publicidade faz isso, mas a abordagem é diferente.

O diferencial é aproveitar o público como co-autor, gerando interatividade diferenciada. Entretenimento que pode vir a ser atemporal. Como a Branca de Neve lá do início.

Em tempos tão interativos, o criativo precisa desenvolver o maravilhoso dom de contar histórias. Mas não histórias pra blogueiro dormir e sim conteúdo atemporal na web, usando a rede como meio de perpetuar idéias através de gerações. E que durem bem mais que alguns cliques.

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