
Primeiro pela possibilidade não apenas de ler mas de marcar, copiar, pesquisar o livro, abrindo um leque de possibilidades para pesquisadores e leitores que buscam no texto não apenas entretenimento mas também incremento de conhecimento.
Levar toda a sua biblioteca pessoal pra viajar, trabalhar e passear também é um grande atrativo.
Chega de queimar a cabeça pra escolher que livro você vai ler nas viagens, ou nas férias. Leva todos eles dentro da mochila de uma vez só e pronto. Agora já dá pra ler isso aí na cama, no sofá e na cadeira de praia.
Vai virar certamente uma plataforma para criativos digitais. Ainda não vislumbro o que isso vai fazer, mas a interface desses livros digitais são mais um universo para os criativos e programadores da área. Sabe-se lá aonde vai chegar, mas já imagino livros infantis, com som e figuras, capas virtuais e todo um universo novo interativo a ser explorado.
Fora os quadrinhos. Imagine toda sua coleção ali acessível e com recursos que nenhum papel pode trazer. A HQ Patre Primordium já é a pioneira no Brasil a utilizar uma interface digital como base para criação de um app – no caso o iPhone, que permite a leitura com dublagem dos quadrinhos. Certamente os livros digitais como o Kindle irão evoluir pra essa praia.
Agora imagine só. Em tempos em que a Sustentabilidade e consciência Ambiental/Ecológica se tornaram um valor imprescindível para pessoas e empresas, sabe-se lá se vai chegar um momento em que livros impressos serão antiéticos e encontrados apenas nas bibliotecas. Um cenário pensável.
Considerando a tendência das novas gerações de ficar na superficialidade dos conteúdos digitais mais populares, livros digitais são uma alternativa lógica para aprofundar conhecimentos (em que não se leia algo durante apenas dois minutos). Imagine o que os meios acadêmicos poderão fazer.
Daí Editoras, jornais e revistas terão que se reinventar. Tá bom, pode ser uma grande viagem na maionese, mas olho pra fenômenos como as redes sociais on-line e nenhuma idéia fica tão absurda assim.
Quando inventarem um óculos que diminua o efeito da radiação da tela digital nos olhos, ou inventem uma forma de diminuir essa agressão (ou nossos olhos mutarem para algo mais avançado), teremos talvez aí todo um novo cenário onde livros como conhecemos hoje não terão mais o mesmo papel :).
Isso ou os livros digitais irão cair no esquecimento, como toda inovação que não pega. Mas, sei lá, vamos esperar pra ver. Ou ler.
Alguns links interessantes:
http://www.lendo.org/a-leitura-no-mundo-digital/
http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/afurtado/index.htm
http://www.geocities.com/amaurycarvalho/livdig.html
