Rodrigo Guedes

Diretor de Arte
Foz - PR - Brasil
http://www.trafor.com.br/
Publicitário e diretor de arte de Floripa, morando em Foz, vivendo on e off line.
Porque os chapéus sairam de moda e o que isso tem a ver com geração Y e criação na web
Reza a lenda que os chapéus, objetos de orgulho e desejo entre todos até a década de 60 por aí, saíram de moda por ignorarem uma regra básica de mercado: considerar as gerações.

Elas mudam, evoluem a forma como pensamos, elas tem uma marca própria em cada época, essas tais de gerações. Um código, quase binário, de como as coisas devem se apresentar.

As tais indústrias dos chapéus não souberam se reinventar para falar a linguagem adequada. Perderam o sinal, caiu a rede, pelo menos na maior parte do mundo. E não usamos mais chapéus, como nossos avós.

Fala-se muito de geração Y e de todo o impacto na forma como nos relacionamos e comunicamos por conta disso. Criar para web ou qualquer outra mídia hoje é diferente de dois anos atrás, de cinco anos, de dez anos. Os signos mudaram. E continuam mudando, a uma velocidade absurda. 

Sair criando da sua cabeça é legal, idéias criativas são bacanas. Mas devem entender a linguagem de quem vai ler. Ter um foco, determinar uma ação e reações.

Desde o Html mais tosco do início da década de 90, passando pela revolução iniciada com o livro "criando sites arrasadores na web" até o uso de flash (pesado pacas), css e hoje a cara "blogueira", interativa e clean dos sites, muita coisa aconteceu.

Web 2.0 surgiu justamente dessa evolução. É só dar uma passeio na evolução dos sites da Microsoft, por exemplo, e a gente entende que, como todo meio de comunicação, os sites acompanham seu público. Sempre.

Basta dar uma olhada no portfolio aqui do CCW e ver como evoluíram as mentes criativas. Sim, porque as ferramentas só evoluem na necessidade que delas temos.

Confira a evolução de vários websites nesse link.






















































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Esperando pra Ler

Essa semana pensei na possibilidade de adquirir o Kindle 2, da Amazon. Já utilizo no iPhone o Stanza e o ereader para leitura de livros. Mas quando vi as possibilidades que leitores digitais trazem, uma série de neossinapses borbulharam na cabeça.

Primeiro pela possibilidade não apenas de ler mas de marcar, copiar, pesquisar o livro, abrindo um leque de possibilidades para pesquisadores e leitores que buscam no texto não apenas entretenimento mas também incremento de conhecimento.

Levar toda a sua biblioteca pessoal pra viajar, trabalhar e passear também é um grande atrativo.

Chega de queimar a cabeça pra escolher que livro você vai ler nas viagens, ou nas férias. Leva todos eles dentro da mochila de uma vez só e pronto. Agora já dá pra ler isso aí na cama, no sofá e na cadeira de praia.

Vai virar certamente uma plataforma para criativos digitais. Ainda não vislumbro o que isso vai fazer, mas a interface desses livros digitais são mais um universo para os criativos e programadores da área. Sabe-se lá aonde vai chegar, mas já imagino livros infantis, com som e figuras, capas virtuais e todo um universo novo interativo a ser explorado.

Fora os quadrinhos. Imagine toda sua coleção ali acessível e com recursos que nenhum papel pode trazer. A HQ Patre Primordium já é a pioneira no Brasil a utilizar uma interface digital como base para criação de um app – no caso o iPhone, que permite a leitura com dublagem dos quadrinhos. Certamente os livros digitais como o Kindle irão evoluir pra essa praia.

Agora imagine só. Em tempos em que a Sustentabilidade e consciência Ambiental/Ecológica se tornaram um valor imprescindível para pessoas e empresas, sabe-se lá se vai chegar um momento em que livros impressos serão antiéticos e encontrados apenas nas bibliotecas. Um cenário pensável.

Considerando a tendência das novas gerações de ficar na superficialidade dos conteúdos digitais mais populares, livros digitais são uma alternativa lógica para aprofundar conhecimentos (em que não se leia algo durante apenas dois minutos). Imagine o que os meios acadêmicos poderão fazer.

Daí Editoras, jornais e revistas terão que se reinventar. Tá bom, pode ser uma grande viagem na maionese, mas olho pra fenômenos como as redes sociais on-line e nenhuma idéia fica tão absurda assim.

Quando inventarem um óculos que diminua o efeito da radiação da tela digital nos olhos, ou inventem uma forma de diminuir essa agressão (ou nossos olhos mutarem para algo mais avançado), teremos talvez aí todo um novo cenário onde livros como conhecemos hoje não terão mais o mesmo papel :).

Isso ou os livros digitais irão cair no esquecimento, como toda inovação que não pega. Mas, sei lá, vamos esperar pra ver. Ou ler.

Alguns links interessantes:

http://www.lendo.org/a-leitura-no-mundo-digital/
http://www.educ.fc.ul.pt/hyper/resources/afurtado/index.htm
http://www.geocities.com/amaurycarvalho/livdig.html


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